Boa noite senhoras e senhores. Estão dispostos a ler e tentar compreender a cabeça de uma pessoa de 19 anos? Lembro-me do senhor Stephen King, na mesma idade em que estou agora (com a diferença que ele estava nos anos de 1967) passeando com sua máquina de datilografar pela cidade, e a vontade de ser alguém. Ele era arrogante. Ele sabia disso.
O moço Stephen, define de forma no mínimo interessante essa “fase” da vida: “Dezenove é a idade em que você diz: Cuidado, mundo, estou fumando tnt e bebendo dinamite, por isso, se você sabe o que é bom pra você, saia do meu caminho... aí vai o Stevie.”
Mas, claro, eu não estou fumando tnt nem bebendo dinamite. Não literalmente. Porém, a vontade de explodir, me põe em dúvida quanto ao que realmente ando comendo e bebendo para matar a fome. Chega a ser cômica a forma como se assemelham os 19 anos do Stephen aos meus. É pretensão, fé, e um mundo inteiro pela frente! São oportunidades que vão aparecendo, e algo mais importante ainda: descobrir-se crescendo. Apesar das dificuldades, da falta de dinheiro e dos desentendimentos com os pais, você descobre oportunidades, métodos de crescer, ganhar dinheiro e se livrar da chateação que é depender dos seus progenitores. Infelizmente, poucos fogem à regra. E a regra é essa: você faz 19 anos e dá um jeito de não ter que depender mais de ninguém. Parece chato, egoísta, o escambal! Mas é. Ou não é?
O jovem Setephen era diferente de mim, gritantemente, em um ponto: conduta. Ele era porra-louca de mais! Eu sou quieta. Mas cheia de planos.
Vale a pena de mais ler o texto (que está no livro A Torre Negra – O Pistoleiro) “Sobre ter 19 anos”. Principalmente se você tiver 19 anos.
“Mas ainda acho que essa é uma idade muito boa. Talvez a melhor idade. Você pode rolar no rock a noite toda, mas, quando a música cessa e a cerveja chega no fim, você consegue pensar. E sonhar sonhos grandes.”
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Diálogo (Parte 2)
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- Amélia disse-me que está mais contente esses dias, senhor. Não que o senhor tenha feito todos os seus gostos, mas a verdade é que aquela moça aprendeu a entender-te um pouco mais. Amélia agora consegue enxergar que não é transformando o senhor, que ela conseguirá ser feliz. Ainda mais! Amélia vê que o senhor é o melhor que ela poderia ter. Não por status ou algo do tipo. Ela enxerga no senhor algo que não poderia encontrar caso agisse como exigia antes.
- Amélia me intriga, mas afeiçôo-me a ela justamente por sua inquietude. Não creio que seja negativa sua postura. A moça é simples, de gostos simples. Seria um infortúnio muito grande destruir seus sonhos novamente.
- Pois bem, senhor. Faço gosto em vê-los juntos. Igualmente em Amélia e o senhor estarem alcançando-se. Ontem ela me confessou o motivo de seu contentamento. É justamente pela sua ingenuidade, que às vezes o torna displicente, mas nunca, ela acredita, o senhor poderá fazer-lhe algum mal. É desta pureza, senhor, que Amélia deseja cuidar. É desse seu coração bondoso, incorrupto, que a moça encanta-se. Se o senhor fosse tal qual os desejos de Amélia, seria, então, cheio de artimanhas que a levariam às nuvens, mas seriam insolúveis. Seriam nuvens de mentira. Amélia, senhor, percebeu que só sendo assim, como é, poderá ter alguém em quem confiar.
- Amélia está demorando.
- Ela quer estar bonita para o senhor.
- Boa noite, Peter.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Diálogo (Parte 1)
-Ela reclamava, senhor, da sua falta de interesse em seus feitos. Porque sempre foi uma moça que não confia nos próprios passos. Ela, senhor, só precisava que dissesse quão belas eram suas palavras, ou a comparasse com algumas dessas escritoras neo-romancistas. Então, foi nisso que Amélia pecou ao tentar transformá-lo numa coisa que não é.
-Eu jamais soube o que ela queria. Jamais compreendi o motivo de sua volubilidade humorística. Tentar agradá-la era quase que frustrante, uma vez que se tem quase total certeza de que, hora ou outra, ela irá irritar-se e mandá-lo desculpar-se. Infortúnio desejar seu bem, mostrar-lhe as melhores coisas que existem ou tentar lhes mostrar o que mais me agrada em sua pessoa. Amélia sempre achará algum erro em minhas palavras.
-Mas Senhor, creia. Ela o estima muito, mas é moça nova. Ainda que pareça imbecil em suas colocações ou exigências, ainda que não saiba ao certo o que lhe dizer, ou ainda que o machuque, a moça quer, se não, o bem dos dois juntos. Conheço Amélia desde sempre, e sei o quanto a moça não se contenta com improficuidades. A única coisa que ela almeja, senhor, é que a entenda, que atente-se a ela. Quando Amélia profere a você que não prestas atenção a ela, é apenas para tentar juntar-se a ti, pois aquela moça não sabe ser de outro modo, que não seja junto. E ela, saiba, deseja incondicionalmente estar perto de você. Mas, não só em corpo. Amélia deseja fazer parte da tua alma. Mas sei que a senhorita em questão é um tanto inflexível em seus pensamentos a respeito do que é estar junto de alguém E, senhor, digo, apenas acolha Amélia em seus braços, e prometa-a, olhando nos olhos, que estarás sempre por perto.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
E isso de anjo-da-guarda, existe?

Não sei se é resultado de semelhanças entre determinados acontecimentos, ou simplesmente da minha mãe gritando “-Você não tem juízo?!”, mas existe alguma força, um ser, uma entidade, mandinga ou simplesmente uma seqüência lógica (ou não) de fatos que me fazem acreditar que eu tenho uma certa sorte (ou um anjo, segundo minha mãe) que me protege desse mundão-cão da vida.
Ok. Talvez não. Quem sabe são só fatos com uma semelhança mínima... Mas quem garante?
Dia desses, mais especificamente na véspera de São João, o trabalho acabou mais cedo. Eram umas duas horas da tarde, quando resolvi ir embora. Moro relativamente perto do meu trabalho, de forma que eu posso ir e voltar andando dependendo da situação. E esse dia me senti tranquilamente permitida a fazer o trajeto de volta à minha residência a pé. Pois bem, eu caminhava sossegada, fones nos ouvidos, pensando na vida e admirando aquela tarde pacífica, de ruas pacíficas, e eu, belamente, com um coração pacífico. Tudo lindo.
Mas então, percebo estar sendo seguida. Talvez por que a tarde estivesse pacífica de mais? É, eu sou lenta. Para não ser muito alarmante escondendo logo o meu celular, tirei apenas um fone do ouvido e continuei andando, esperando encontrar alguém no caminho. O engraçado é que eu nunca acredito que essa história de os caras estarem me perseguindo, era mesmo real, e até ficava imaginando inúmeras desculpas para dar aos assaltantes (umas até cômicas).
Então, eles não saiam da minha cola. Enveredei por umas três ruas ainda, até meu coração acelerar, pois definitivamente não tinha mais para onde ir. Eu vinha pelo meio da rua, de olho em qualquer possibilidade de fuga, enquanto eles se dividiram para me cercar pelos lados. Não tinha mais para onde fugir. Era ali. A sorte de Amana acabara.
Para um carro do meu lado: “-Oi, entra aí”. Eu, com aquela cara de Q, entro: “Que medo! Que sorte!” A mulher, e é imprescindível salientar aqui que eu nunca a havia visto, diz: “-Você viu?” Aí, eu percebi. A mulher viu toda a minha situação quando tirava seu carro da garagem, e me convidou a entrar. Trouxe-me em casa e eu disse
obrigada. Não sei o seu nome.
Contei a história pra todo mundo aqui em casa, e eles, obviamente me chamaram de desatenta, irresponsável entre outros. Foi aí que minha mãe disse que meu anio-da-guarda é muito bom comigo.
Não sei se acredito mesmo nisso, mas os fatos existem e pronto. Seja sorte, anjo-da guarda ou sei lá o que, isso foi no mínimo curioso. E juntou-se à minha vasta coleção de fatos de sorte, que é tema pra mais outros posts.
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